Se você é MEI, entenda como organizar suas finanças, separar impostos e usar o sistema para crescer com segurança.
O Microempreendedor Individual é a categoria empresarial que mais cresce no Brasil. Com toda a facilidade de formalizar um negócio, muitos MEIs neglenciam a gestão financeira — e esse é o principal motivo pelo qual tantos fecham nos primeiros anos. Organizar o fluxo de caixa não é burocracia: é sobrevivência.
O primeiro passo é ter uma conta bancária no CNPJ do MEI (hoje gratuita em vários bancos digitais) e usá-la exclusivamente para movimentações do negócio. Todo faturamento entra nessa conta. Todo custo do negócio sai dessa conta. O dinheiro "seu" só sai quando você define um pró-labore mensal.
Cada serviço prestado ou produto vendido deve ser lançado como Entrada no sistema. Informe:
Ao final do mês, o sistema consolida o total faturado — essencial para controlar o limite anual do MEI (R$ 81.000).
O MEI tem um limite de faturamento anual que, se ultrapassado, implica na necessidade de migrar para ME (Microempresa). Use o relatório mensal do sistema para acompanhar o acumulado do ano e projetar se vai ultrapassar o limite. Uma boa prática é configurar uma Meta de Faturamento Anual com o limite do MEI para monitorar em tempo real.
O DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) é o imposto mensal obrigatório do MEI. Crie um Lançamento Recorrente de saída no valor do DAS com vencimento todo dia 20. Isso garante que o valor sempre apareça nas contas a pagar e não seja "esquecido" no planejamento.
Registre todos os custos do negócio no sistema como saídas categorizadas. Isso inclui:
Todo MEI deve entregar a DASN-SIMEI (Declaração Anual do Simples Nacional do MEI) até o dia 31 de maio de cada ano, informando o faturamento bruto do ano anterior. Com o sistema, esse dado está disponível instantaneamente no relatório anual — sem precisar vasculhar extratos ou recibos.
Quando o faturamento começa a se aproximar do limite MEI, muitos empreendedores ficam em dúvida sobre crescer ou se contentar. A resposta está nos números: o sistema mostra sua margem real, seus custos fixos e variáveis, e permite simular como seria o fluxo de caixa como ME. Decida com dados, não com intuição.
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